Hoje vou contar sobre a minha experiência com a cesárea. Sofia estreiou em uma terça feira, no domingo anterior, fui ao shopping com a dinda dela e uma outra amiga nossa. Fomos passear, botar o papo em dia e eu crente que estava tudo marcadinho para o dia 19 de janeiro e que ela nasceria a noite.
Entramos na Joana e João, estava toda liquidando, nisso me vêm a vendedora super agradável e começa a puxar papo sobre a minha barriga: ''nossa, que grande. ah, é pra quando? CESÁREA? IH, cesárea...(fazendo cara de nojo, de pavor, sei lá.) Ué, como deve ser né? Ficar sem tomar um banho, lavar o cabelo, fora a anestesia...''
Eu havia gostado de um macacãozinho branquinho lindo, bordadinho com borboletinhas, faria ele de saídinha de maternidade, mas depois dessa agradável vendedora, a dinda da Sofia me carregou loja afora e nós ficamos pasmas como as pessoas são completamente sem noção.
Pois é, ouvi muito sobre a cesárea durante a gravidez. Ouvi coisas favoráveis, mas infelizmente o que marca são as não favoráveis, do tipo, a dor da anestesia, o recuperação, o quanto o parto normal era infinitamente melhor e todos aqueles blá blá blás que a gente já sabe.
Na madrugada que antecedeu o nascimento da minha filha, por volta das 2 da madrugada, senti uma dor muito forte, que chegou a me dar ânsia de vômito, mas eu estava meio sonada e achei que fôsse algum incomodo normal, aquela vontade louca de fazer xixi e voltei a dormir. Logo, senti novamente, um pouco mais branda e já fiquei mais alerta. Em seguida, fiz xixi novamente, minha mãe acordou, perguntou como de costume se estava tudo bem, eu comentei com ela sobre as dores e deitei-me novamente.
Ela começou a ministrar Johrei em mim (johrei - oração através da palma da mão. transmissão da luz de Deus. ato messiânico.) e eu a contar de quanto em quanto tempo estava sentindo as contrações. Pois bem, elas estavam acontecendo de 10 em 10 minutinhos certinhas.
Contrações - Era o terror de quem contava. As minhas? Senti um dor nas costas, na parte de baixo, perto do bumbum e na frente, a barriga contraía e parava. Nada absurdo, nem insuportável de aguentar. Eu fiquei mais impressionada com o tempo, como era certinho, batia 10 minutos, lá estavam elas.
Por uma hora fiquei sentindo as contrações de 10 em 10, logo ligamos para o meu médico e elas já estavam acontecendo de 5 em 5. Ele nos mandou para a Perinatal e assim, fizemos. Consegui tomar banho mesmo com as contrações, tomei banho sozinha, em pé e quando elas vinham eu me contorcia um pouquinho, mas nada absurdo. ( detalhes do dia, ficará para outro post.)
Quando cheguei na maternidade, elas estavam mais fortes, eu já estava sentindo além das contrações, uma vontade de fazer xixi e number two ao mesmo tempo, o que segundo a enfermeira é super normal. Nunca fui de ter cólicas durante o período da vermelhinha, por isso não sei dizer se é como uma dor tipo uma cólica menstrual muito muito forte, sei dizer que é uma dor suportável, porém incomoda, mas no meu caso, deu para segurar.
Anestesia - O terror master. Que nada. No momento em que o anestesista pediu para que eu ficasse na posição fetal e não me mexesse de jeito algum, eu senti medo, mas não medo de doer e sim dele me dar sem avisar antes. Eu disse: ''Acho que estou com um POUCO de medo ( rs, POUCO.) e ele respondeu: É normal, quando eu for dar, vou te avisar, tá?''
Não senti dor, senti algo diferente, como se minhas costas estivessem cheias, é possível sentir o líquido descendo por ela, é uma sensação diferente, não dolorosa, apenas diferente dos furos que estamos acostumadas do tipo, sangue, orelhas, essas coisas e digo mais, aquele fura fura de soro, exame de sangue, incomoda MUITO mais que a anestesia propriamente dita.
O que mais pegou no meu caso, era a curiosidade do que eu sentiria quando tirassem a Sofia, como iria acontecer? Como a minha barriga ficaria? O anestesista apesar de um portuga, coroa, curto e grosso, foi super amável, esteve ali comigo o tempo todo e me explicou passo a passo. Foi me contando em qual camada de pele estavam cortando, que quando chegasse a hora ele me avisaria, pois pressionaria a minha barriga logo abaixo dos meus seios para ajudar na retirada dela.
Nesse momento, foi bem esquisito. Senti um incomodozinho e disse: ''ai, tá doendo!'' e logo esqueci da dor, pois abaixaram o pano verde e dali em diante foi só emoção. ( choro de lembrar : ... ) ) Depois desse momento, não me lembro de muitas coisas, tirando é claro do momento em que ela veio para os meus braços, mas acho que eles dão tipo um calmantezinho e quando acordei já estava me tremedo toda no quarto, com todo mundo a minha espera.
Portanto, a cirurgia em geral, foi muito tranquila, meu pós parto muito mais, contarei em outro post. De qualquer forma, jamais falaria o contrário também, pois confesso que o psicológico é TUDO nesse momento e fico pasma, como tem mulheres que conseguem chegar perto de outra prestes a parir e fazer uma caveira da coitada da cesárea.
Pude perceber o quanto as pessoas banalizam o parto cesariano, é uma cirurgia, há perda de sangue e por isso deve-se respeitar todos os estágios do pré e do pós parto.Acredito que respeitando o fato de ser uma cirurgia, tudo corre bem e creio mais ainda que a futura mamãe estando com o psicológico controlado, tudo corre melhor ainda.
Em casos de NECESSIDADE, como foi o meu, pelo fato de não ter espaço suficiente para a minha gorduchinha que nasceu com 50 cm e 3.835 kgs passar pela perereca, indico sim o parto cesariano, desde que seja dessa forma, com o psicológico super em cima e que as futuras não ouçam as mamães sem noção que chegam para contar a sua péssima experiência, lembrando é claro, que varia de mulher para mulher, mas no geral, é um parto seguro, sem grandes complicações.
Super beijo, MAMÃE DA SOFIA!