quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Algumas considerações sobre o parto.

Hoje vou contar sobre a minha experiência com a cesárea. Sofia estreiou em uma terça feira, no domingo anterior, fui ao shopping com a dinda dela e uma outra amiga nossa. Fomos passear, botar o papo em dia e eu crente que estava tudo marcadinho para o dia 19 de janeiro e que ela nasceria a noite.
Entramos na Joana e João, estava toda liquidando, nisso me vêm a vendedora super agradável e começa a puxar papo sobre a minha barriga: ''nossa, que grande. ah, é pra quando? CESÁREA? IH, cesárea...(fazendo cara de nojo, de pavor, sei lá.) Ué, como deve ser né? Ficar sem tomar um banho, lavar o cabelo, fora a anestesia...''
Eu havia gostado de um macacãozinho branquinho lindo, bordadinho com borboletinhas, faria ele de saídinha de maternidade, mas depois dessa agradável vendedora, a dinda da Sofia me carregou loja afora e nós ficamos pasmas como as pessoas são completamente sem noção.
Pois é, ouvi muito sobre a cesárea durante a gravidez. Ouvi coisas favoráveis, mas infelizmente o que marca são as não favoráveis, do tipo, a dor da anestesia, o recuperação, o quanto o parto normal era infinitamente melhor e todos aqueles blá blá blás que a gente já sabe.
Na madrugada que antecedeu o nascimento da minha filha, por volta das 2 da madrugada, senti uma dor muito forte, que chegou a me dar ânsia de vômito, mas eu estava meio sonada e achei que fôsse algum incomodo normal, aquela vontade louca de fazer xixi e voltei a dormir. Logo, senti novamente, um pouco mais branda e já fiquei mais alerta. Em seguida, fiz xixi novamente, minha mãe acordou, perguntou como de costume se estava tudo bem, eu comentei com ela sobre as dores e deitei-me novamente.
Ela começou a ministrar Johrei em mim (johrei - oração através da palma da mão. transmissão da luz de Deus. ato messiânico.) e eu a contar de quanto em quanto tempo estava sentindo as contrações. Pois bem, elas estavam acontecendo de 10 em 10 minutinhos certinhas.
Contrações - Era o terror de quem contava. As minhas? Senti um dor nas costas, na parte de baixo, perto do bumbum e na frente, a barriga contraía e parava. Nada absurdo, nem insuportável de aguentar. Eu fiquei mais impressionada com o tempo, como era certinho, batia 10 minutos, lá estavam elas.
Por uma hora fiquei sentindo as contrações de 10 em 10, logo ligamos para o meu médico e elas já estavam acontecendo de 5 em 5. Ele nos mandou para a Perinatal e assim, fizemos. Consegui tomar banho mesmo com as contrações, tomei banho sozinha, em pé e quando elas vinham eu me contorcia um pouquinho, mas nada absurdo. ( detalhes do dia, ficará para outro post.)
Quando cheguei na maternidade, elas estavam mais fortes, eu já estava sentindo além das contrações, uma vontade de fazer xixi e number two ao mesmo tempo, o que segundo a enfermeira é super normal. Nunca fui de ter cólicas durante o período da vermelhinha, por isso não sei dizer se é como uma dor tipo uma cólica menstrual muito muito forte, sei dizer que é uma dor suportável, porém incomoda, mas no meu caso, deu para segurar.
Anestesia - O terror master. Que nada. No momento em que o anestesista pediu para que eu ficasse na posição fetal e não me mexesse de jeito algum, eu senti medo, mas não medo de doer e sim dele me dar sem avisar antes. Eu disse: ''Acho que estou com um POUCO de medo ( rs, POUCO.) e ele respondeu: É normal, quando eu for dar, vou te avisar, tá?''
Não senti dor, senti algo diferente, como se minhas costas estivessem cheias, é possível sentir o líquido descendo por ela, é uma sensação diferente, não dolorosa, apenas diferente dos furos que estamos acostumadas do tipo, sangue, orelhas, essas coisas e digo mais, aquele fura fura de soro, exame de sangue, incomoda MUITO mais que a anestesia propriamente dita.
O que mais pegou no meu caso, era a curiosidade do que eu sentiria quando tirassem a Sofia, como iria acontecer? Como a minha barriga ficaria? O anestesista apesar de um portuga, coroa, curto e grosso, foi super amável, esteve ali comigo o tempo todo e me explicou passo a passo. Foi me contando em qual camada de pele estavam cortando, que quando chegasse a hora ele me avisaria, pois pressionaria a minha barriga logo abaixo dos meus seios para ajudar na retirada dela.
Nesse momento, foi bem esquisito. Senti um incomodozinho e disse: ''ai, tá doendo!'' e logo esqueci da dor, pois abaixaram o pano verde e dali em diante foi só emoção. ( choro de lembrar : ... ) ) Depois desse momento, não me lembro de muitas coisas, tirando é claro do momento em que ela veio para os meus braços, mas acho que eles dão tipo um calmantezinho e quando acordei já estava me tremedo toda no quarto, com todo mundo a minha espera.
Portanto, a cirurgia em geral, foi muito tranquila, meu pós parto muito mais, contarei em outro post. De qualquer forma, jamais falaria o contrário também, pois confesso que o psicológico é TUDO nesse momento e fico pasma, como tem mulheres que conseguem chegar perto de outra prestes a parir e fazer uma caveira da coitada da cesárea.
Pude perceber o quanto as pessoas banalizam o parto cesariano, é uma cirurgia, há perda de sangue e por isso deve-se respeitar todos os estágios do pré e do pós parto.Acredito que respeitando o fato de ser uma cirurgia, tudo corre bem e creio mais ainda que a futura mamãe estando com o psicológico controlado, tudo corre melhor ainda.
Em casos de NECESSIDADE, como foi o meu, pelo fato de não ter espaço suficiente para a minha gorduchinha que nasceu com 50 cm e 3.835 kgs passar pela perereca, indico sim o parto cesariano, desde que seja dessa forma, com o psicológico super em cima e que as futuras não ouçam as mamães sem noção que chegam para contar a sua péssima experiência, lembrando é claro, que varia de mulher para mulher, mas no geral, é um parto seguro, sem grandes complicações.
Super beijo, MAMÃE DA SOFIA!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Adiantando...

MUITO OBRIGADA por todos os comentários tão fofos que recebemos nos últimos dias!!!
É um carinho muito especial, que torna esse meu cantinho mais encantador!
Sofia está sonecando =) Aproveitei para entrar aqui rapidinho e conferir as novidades das mamães que adoro, mas o tempo ainda é curto. Tenho que responder todas, privatizar o blog, mudar o templante, atualizar fotos e fatos rs, é muita coisa! Mas prometo que entre uma troca de fraldinhas e um mamazinho, eu passo por aqui, afinal, quero manter ativo o blog, pois quando Sofia crescer, será um prazer enorme entregá-la.
Vocês lembram que contei sobre o guru da rua? Agora tô com preguiça de procurar o post, mas lembram que falei que um cara na rua, que eu nunca tinha visto falou que ela iria nascer dia 18?Pois é, quando eu encontrar com ele novamente, pedirei umas consultinhas básicas rs.
Adiantando essa madrugada...
Ainda tinha coisa por fazer. Eu estava nessa última semana que antecedia a data marcada do parto - dia 19 de janeiro, uma pilha de nervos e super ocupada. Arrumando quarto, roupinhas, lava, passa, enfim, e foi tudo de última hora mesmo.
Comecei a sentir as contrações bem no meio da madrugada...e o resto desse dia, o melhor da minha vida, o mais inesquecível de todos, deixo para quando o blog estiver private ; ) Só queria mesmo adiantar que o guru estava certíssimo, a princesa veio dia 18 de janeiro. Jamais esquecerei que ali, deitada naquela mesa de cirurgia, em uma manhã de verão, assim como quando eu e Vitor começamos a nos envolver, eu observei através da janela da sala de cirurgia, voava um helicóptero e na hora me veio a seguinte sensação - Parecia tudo muito sublime. Me veio LIBERDADE na cabeça. Um sentimento de que a partir daquele momento, que eu ouvisse aquele chorinho delicioso, eu seria livre, liberta, como aquele helicóptero que sobrevoava o céu azul da Barra da Tijuca, na manhã daquela 3f.
Ser mãe é tudo de bom.
Beijos, com muito amor. Prometo que logo postarei fotos. Ela é TUDO.

Queridasss...............CHEGUEI ! ! ! Aliás, CHEGAMOS ! ! !

Ai, que saudades do nosso cantinho, das nossas lindas mamães, ai que saudades!!!Tenho tantas novidades, tantos acontecimentos para contar que mal sei por onde começar.
Bem, antes de mais nada, quero dizer que eu e Sofia estamos super bem, aos poucos estamos nos conhecendo cada vez mais, nos adaptando a nossa nova rotina, enfim, estamos aproveitando ao máximo essa nova vida de mamãe!
Agora entendo a falta de tempo que todas as mamães blogueiras se referiam, das vezes que eu ficava ansiosa em ler um próximo post dos blogs que acompanho e às vezes as mamães ficavam dias, semanas sem postar rs!
Como expliquei anteriormente, estou ainda cumprindo o meu resguardo e apesar de muitos apesares que pretendo contar por aqui, está sendo SUPER positivo. É válido um tempo reservado para a mãe e o bebê se conhecerem, pois a mudança é incrível, a rotina muda completamente e nada mais justo que a nova mamãe se dê esse tempo, essa chance de se recuperar do parto, de conhecer seu bebêzinho.
Mudando um pouco o assunto...Estou sendo um pouco curta e talvez um pouco ''fria'' ao escrever o meu primeiro post como mãe, pois tomei a decisão de privatizar meu blog. Não quero entrar em detalhes sobre o meus motivos, mas eu os tenho e um deles acho que mereço expor - até então, mamãefalademais falava sobre a MAMÃE, sobre os sentimentos da MAMÃE, sobre a vida de uma gestante, mas agora o rumo é outro: SOFIA. Está aqui, na minha frente, linda, de rosa, com uma bochecha incrívelmente deliciosa.
Ainda não sei como privatizar, vou dar uma olhadinha como devo fazer e logo mando aquele post avisando, pois quero manter contato com as minhas mamães queridas e dividir as minhas alegrias, os meus desabafos, a minha viagem como mãe com elas!
Pra esse post como a mais nova mamãe de 2011, é isso! O tempo é curtinho e agora vou começar a reservar pelo menos meia horinha do meu dia para postar, senti muita saudade!!!
Posso adiantar que ser mãe é a viagem mais intrigante que já fiz em toda a minha vida. Intrigante, surpreendente, incrível, deliciosa. É olhar para ela, como estou fazendo agora, e perceber que coloquei no mundo, com toda a permissão de Deus, algo MEU, todinha minha, mas com a carinha do pai.
É meninas, ela não parece nem de longe com a mamãe que fala demais aqui.
Beijos! Até.