sábado, 15 de janeiro de 2011

Diário final de uma gravidez SURPRISE!

''Faltam apenas três dias dos 9 meses que passamos juntas, filha. Juntas mesmo, você dentro de mim e eu dentro de você. Respirando o mesmo ar, desfrutando das mesmas sensações, dos mesmos sonhos, desejos e sentimentos. Juntas eu e você, você e eu, descobrimos o real sentido da vida - o de gerar e ser gerada dentro de outro ser humano.
Antes mesmo de olhar para o seu rostinho, seus traços, antes de saber a sua personalidade, você já me fez entender o real significado do seu nome: SABEDORIA. A minha sabedoria, a minha fonte de inspiração para os meus sonhos futuros. Antes mesmo de saber se você é cabeluda, loirinha, moreninha, olhos claros ou não, bumbum branquicelo, antes mesmo de ouvir seu chorinho, sua voz, de nossos olhares de encontrarem, você me ensinou o que é sentir o verdadeiro amor divino.
Sofia filha, só tenho a agradecer por você ter me escolhido. Da onde você veio, você me escolheu para ser sua fiél escudeira, a sua melhor amiga, a sua educadora, você me escolheu para viver mais uma vida.
Obrigada Sofia, para sempre, por toda a minha vida, por toda a minha existência eu te amarei incondicionalmente. Obrigada filha.''

É um relato que quero deixar aqui registrado para que a minha florzinha possa ler quando ficar maiorzinha. Como não sei a que momento Sofia vai chegar, estou escrevendo como se fôsse o último post, afinal, tudo pode acontecer! oBa ; )
Toda futura mamãe tem uma super curiosidade do que é a tal viagem da gravidez, de como deve ser sentir um bebê dentro de você, sentir os pontapés, as sensações incríveis e inesplicáveis, a maratona de exames, o excesso de cuidado, o excesso de atenção e como deve ser depois do nascimento - essa ainda me encontro incluída rs!
Por isso resolvi deixar aqui, ou tentar pelo menos descrever toda a minha viagem nesses 9 meses, com relação a sintomas, sentimentos, alimentação, exames, enfim, um pouquinho do que já posso falar. Então vamos lá...

Sintomas:

Inicialmente o primeiro sintoma que me fez pensar na possibilidade de estar grávida, foi o escurecimento dos mamilos, não que eles tenham ficado totalmente escuros de uma hora para a outra, mas pude notar que a coloração dos meus mamilos e tamanho dos seios havia dado uma mudançazinha notória!
Em segundo lugar, o mais comum - o atraso da vermelhinha! Confesso que estava meio relaxada nesse quesito e realmente só fui dar conta do atraso 1 mês depois, tanto que quando descobri a Sofia, eu já estava com 8 semanas de gestação - aproximadamente 2 meses.
Ok. Veio a confirmação e os meu principal sintoma inicial foi a INSONIA - com certeza mais emocional do que outra coisa, eu praticamente fiquei 2 meses sem conseguir dormir uma noite completa, mas afirmo que no meu caso, essa INSONIA foi resultado de uma gravidez inesperada e outros detalhes que já contei aqui no blog, ou seja, uma INSONIA EMOCIONAL mesmo.
Não tive enjoos horríveis, nem sono exagerado, muito menos vômito - Não vomitei UMA vez sequer durante a gravidez. A azia apareceu sim, mas muito branda e por volta dos segundo trimestre da gestação. Não tive inchaços, tirando agora no finalzinho, um leve inchaço nos pés e mãos que o calor contribui, é claro.
Lá por volta do segundo trimestre, lá perto do finalzinho do sexto mês, quando a barriga começou a aparecer MESMO, tive umas tonteiras e um certo desequilíbrio para andar, geralmente na rua. Tudo se deve ao fato de ter um peso que eu não tinha, o centro da gravidade no corpo muda, então fiquei meio 'joão bobo', meio sem equilíbrio para andar, mas nada que um braço amigo, geralmente o da minha mãe, não resolvesse - ela que o diga rs!
Agora no terceiro trimestre, costumam dizer que o sono dá uma alterada, pois devido a barriguda você acaba ficando sem posição para dormir e comigo isso não foi regra, tiro vários cochilos e durante a noite durmo bem. A diferença do meu sono de antes, para o de agora é que eu NUNCA acordava para fazer xixi e isso começou a acontecer de forma constante, nessa última semana levanto de 2 em 2 horas e é claro, as posições, a melhor que encontrei é deitada de lado, de barriga para cima é impossível de respirar!
E por último, o sintoma que mais se fez presente, principalmente agora no final, foi o calor, não só pelo verão mesmo, mas pela gestação, eu sinto bastante calor, principalmente na hora de dormir.
Os sintomas foram praticamente esses, nenhuma reclamação GRAVE de sintomas durante a gestação.

Alimentação e exercícios físicos:

A alimentação é primordial durante toda a gestação, disso todas nós sabemos. Algumas mamães sofrem, pois enjoam tanto que a alimentação acaba sendo comprometida. No meu caso não, durante toda a gravidez me alimentei bem, não tive desejo louco, muito menos meu paladar ficou apurado para besteiras, pelo contrário, senti muita fome de comidinha.
Arroz, feijão, sucos, legumes fizeram parte da minha dieta praticamente durante toda a gravidez. Pelo segundo trimestre comecei a ingerir mais água, coisa que confesso que não fazia muito! BEBER ÁGUA É TUDO. Até hoje, acho que não bebo o tanto que deveria, mas pelo menos bebo mais do que devia.
Não fiz o consumo de bebida alcóolica, a não ser um copinho no máximo, raríssimas foram as vezes, um copinho de cerveja para não ''águar'', mas foram raras as vezes MESMO. Eu mesma quando olhava um chopp super geladinho, ainda mais nesse calor, me condenava rs. Minha mãe principalmente no primeiro trimestre da gestação mandou ver nos sucos verdes, laranja com talo de couve, beterraba, maçã, pepino, enfim, tudo era motivo para virar um suquinho bem geladinho!
Agora no finalzinho confesso que apertei o botãozinho do ''ah, vou comer'', primeiro pela ansiedade, segundo pela fome que dá e terceiro pelo fato de ter engordado de forma sadia - engordei 13 kgs durante toda a gravidez. Não controlei, apenas não usei aquele ditadozinho que quando se engravida, devemos comer por dois - MENTIRA. Eu comi bem, mas eu comi normal, nada diferente de antes.
Fiz hidro por uns 2 meses e indico! É uma delícia fazer exercícios na água, as dores diminuem, é uma boa mesmo! Só foi um pouco desestimulante pelo fato de hidro ser mais voltado para idosos, não que eu não gostasse da companhia das minhas amigas de 90 anos - diga-se de passagem, SUPER saradas, com tudo em cima rs! Mas fez falta alguém para conversar, trocar uma idéia, falar de bebês, enfim, eu era a única grávida da turma.
Fora a hidro, ANDEI como NUNCA nesses 9 meses! Tudo que fiz, fiz a pé, viação canelas, nunca fiz tantas vezes em tantas horas o mesmo trajeto, minha mãe e Ingrid a tira colo. Andei bem, pra lá e pra cá, de dia, de noite, sol, chuva, entre um passinho e outro, uma paradinha, uma água de côco, uma pipoquinha, mas andei BEM e isso ajudou também acredito, para não sentir dores absurdas principalmente agora no final.
Quanto as alterações no meu corpo até os 8 meses de gestação nada de diferente havia aparecido, a não ser umas celulitezinhas a mais, uma certa flacidez, até que as agradáveis estrias deram o ar da graça - após os 8 meses, CERTINHO. Fiz uso de óleos, cremes, mas não fiquei fissurada nisso, usava normalmente, sem neura e as estrias vermelhas apareceram algumas ao lado da barriga quase que para o bumbum e na parte inferior dos seios. Pude notar também, alguns vasinhos na perna mais ressaltados, acredito eu, pelo peso.
Pude perceber também que as machas se acentuam na gestação, do tipo, se você utiliza gilete e não a cera, como eu faço uso de gilete nas axilas, percebi um certo escurecimento, as poucas espinhas que tive, ficaram marcadinhas por mais tempo, coisas do tipo, portanto fica um conselho de quem começou tarde, mas começou - DEPILAÇÃO, é TUDO DE BOM. Evita machas e a sensação de limpeza é TUDO.

Sentimentos e sensações:

Estou pensando em como começar esse tema rs, de tão difícil que é. Vou começar falando da Juliana, 24 anos, gravidez surpresa - a minha vida MUDOU COMPLETAMENTE. Com toda a sinceridade do mundo, não senti falta da vida que eu levava antes, de noite, festas, essas coisas normais na minha idade, de verdade e de coração!
Senti falta sim, de estar formada, senti falta daquela rotina de tomar banho, ir para a faculdade, de estudar, acho que senti falta de me sentir útil - complexo? Talvez. Tive que me acostumar a diversas transformações em 9 meses, me adaptar a uma nova vida, a um novo amor, a uma nova Juliana, tive que aprender a encarar pessoas e situações diversas.Senti falta dessa rotina, mas do fundo do meu coração, não senti SAUDADE do que já vivi e não julgo ou repreendo quem tenha sentido, é mais normal.
Sentimento quanto as mudanças no meu corpo, acho que encarei bem, vira e mexe deu uma saudadinha do cabelo grandão, da maquiagem, daquela rotina de estar sempre bem arrumada, mas nada demais, me senti super bem grávida, me senti bonita e com tudo em cima rs! Acho que o externo contribuí para isso também, quando falo externo - família, amigos, marido, enfim, é uma bolhazinha onde todos fazem parte desse momento.
As melhores sensações são realmente quando a barriga já está maior, quando você sente de fato um chute na costela, quando sente que está grávida de VERDADE, quando coloca seu biquini e vê aquela barriga enorme desfilando por aí. É um misto incrível e indescritível de sentimentos e sensações.
Ansiedade foi presente em toda a minha gravidez, por questões externas, me aborreci mais do que eu deveria, tive dias muito difíceis, muito MESMO, mas recebi a força que precisava para seguir a diante. Fica impossível descrever os sentimentos de uma mãe ao mesmo tempo, futura mãe, com um super baby dentro da barriga!
O melhor dos meus sentimentos (antes do nascimento dela, é claro.) foi essa tal força e maturidade que recebi para passar por cima das pedrinhas que encontrei nessa caminhada. Aprendi a ser mais paciente, a entender o que é controle, aprendi a dar mais do que receber, a perdoar e estou aprendendo a ser adulta, madura, todos os dias. Aprendi que amigos são poucos, que família é TUDO e que superação mais cedo ou mais tarde, quando você se determina a isso, acontece.
Bem, ficaria até amanhã contando sobre a minha viagem de 9 meses, que é MUITA para ser resumida em tão poucas linhas. Mas fica aqui um relato de uma mamãe, à espera da sua DOCE SABEDORIA, hoje, a Juliana, 24 anos, botafoguense, que ama animais, música e fotografias, é MÃE ou pelo menos está prestes a desfrutar dessa nova viagem que é o bebê fora da barriguda.
Um super beijo!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os desabafos dos meus minutos finais 8.

Há mais ou menos uma semana tenho sentido um formigamento apenas na mão esquerda e uma dormência na ponta dos dedos, parece que eu feri todos eles, ficam sensíveis ao toque, para comer, beber, digitar, super esquisito! Daí hoje, dei uma procurada aqui no Doctor Google, que segundo meu médico é MUITO perigoso, mas faz sentido:

não creio...o blog apagou o resto do meu post!!! ah não...que preguiça! vai ficar para depois.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dias difíceis...

Seis dias apenas da Sofia chegar e eu não faço idéia do que está acontecendo dentro de casa. A minha mãe interpretou o post em que contei um episódio que muito me chateou, como a maior afronta e jogou um monte em cima de mim.
A nova é que ela não vai me acompanhar no dia do meu parto, a nova é que sou a maior decepção da vida dela, a nova é que sou ingrata, a nova é que ela pediu para que eu não fale com ela tão cedo, a nova é que eu manipulei tudo e todos.
Acabei de vir de um encontro com a Ingrid, além de amiga nossa, é professora da messiânica, nós conversamos um pouco a respeito do resguardo - FATO QUE NÃO FAREI mais, não tem como nessas condições. Falamos um pouco também do que pode estar ocasionando tudo isso e ela me contou uma história, onde pai e filho sempre que se viam brigavam muito, ao ponto de quase se agredirem, até que o filho tornou-se messiânico e recebeu a orientação de ao invés de discutir com o pai, no momento em que o discussão tivesse início, ele pensasse nas palavras do pai, como se fosse Deus falando naquele momento.
E assim aconteceu, o pai começou, o filho relutou um pouco e começou a brigar, até que lembrou da orientação que teve e calou-se, fechou os olhos e imaginou Deus pronunciando aquelas palavras no lugar do pai. Terminou o pai no colo do filho, chorando e os dois se abraçando.
A Ingrid me pediu que toda vez que eu recebesse coisas do tipo, como a de agora por exemplo, que eu entregasse a Deus esses sentimentos não só da minha mãe, como os meus, como recebo tudo isso e sinceramente, não sinto raiva, não sei definir ao certo, mas fico mais perplexa do que outra coisa, pois estamos tão perto de um dia tão especial e feliz para as coisas estarem nesse nível.
Jamais falei mal da minha MÃE aqui nesse blog, apenas fiz um desabafo, só isso. Hoje foi mais um dia de farpas, qualquer coisa que eu faço me referindo a Sofia, ao Vitor, ela recebe como ingratidão ou traição e NÃO SE TRATA DISSO. Falo para o  mundo inteiro que ela foi a minha maior amiga durante todo esse tempo, ela quem esteve ao meu lado, ela foi MÃE com todas as letras e além de mãe, mulher e conviver comigo, por isso achei que tivesse a liberdade para certas opções.
Deus está me dando uma paciência, uma calma incrível, ou já é o espírito materno se manifestando em mim. Ouvi coisas horríveis agora, primeiro que eu era uma decepção, segundo, que ela não rezaria por mim, terceiro que eu estraguei toda a felicidade de um momento - enquanto isso, entreguei a Deus e ao nosso líder espiritual, Messias Meishu Sama, todo esse sentimento de raiva, decepção e tristeza que ela está de mim.
Estou perto de ter a Sofia e jamais teria dentro de mim nesse momento o sentimento de ingratidão. Tenho GRATIDÃO, primeiramente a Deus, segundo ao Messias e logo em seguida, a ela, é claro, como já falei aqui várias e várias vezes. Jamais tive a intenção de pintá-la como malvada aqui nesse blog, pelo contrário, eu só queria dividir a dor que eu senti naquele dia, só isso.
Ela recebeu muito mal a notícia que o Vitor assistiria o parto, disse que era ingratidão da minha parte, pois ela foi quem ficou ao meu lado todo esse tempo - concordo, mas expliquei os motivos para tal situação. Acho que independente de qualquer coisa, é um momento dele, que ela já viveu, meu pai já viveu e que a Sofia ficaria 24 hrs aqui, pertinho de nós e que nada mais justo que ele vivesse esse momento, que é capaz de mudar vidas - acredito eu.
Meu pai entendeu a escolha, disse que para ele sem problemas, que ele não ficaria chateado com isso, a preocupação dele é com o futuro, com as minhas escolhas e decisões, mas não quero entrar em detalhes quanto a isso agora, pois todo esse turbilhão, aconteceu HOJE, tudo ISSO, tão pertinho de um dia tão feliz para mim.
Estava inclusive preparando um surpresa para ela e para o meu pai, uma carta de agradecimento por todos esses meses, umas flores, eu faria tudo isso para o dia mesmo da Sofia chegar, pela manhã, mas agora, fico sem ação diante de tudo que está acontecendo e que nem eu mesma, sei o motivo.
Diante desses fatos, era uma vez resguardo, terei que adaptar e infelizmente não vou poder cumprir da maneira como gostaria, pois não sei se ela vai me ajudar, ou se vai estar por perto, ou se vai estar disposta, pelo visto a resposta é NÃO. Ela é minha maior amiga, companheira e não precisava jamais sentir-se traída por mim, isso é algo que NÃO existe na relação mãe e filha.
Lembro de fatos como esse desde quando era pequena e me recordo muito bem que nos meus 15 anos foi a mesma coisa, no dia eu ouvi um monte e ela disse que não iria, nos meus 21 anos idem e agora nada mais justo, que no dia do nascimento da minha primeira filha. Isso não é falar mal, aqui é o MEU espaço, do que EU penso e graças a Deus, estou conseguido manter a calma e vou seguir o que a minha professora pediu - Lembram do filme '' A vida é bela'' ? O pai passou a guerra inteirinha fingindo para o filho que aquilo ali não existia, para que o filho não sentisse a dor de um país em guerra. E assim farei, criarei um fantástico mundo de Juliana até o dia 19, depois disso, que Sofia chegue trazendo muita paz e alegria a todos nós.
É uma pena tudo isso, tão perto do nascimento dela.