sábado, 4 de junho de 2011

a decisão da minha vizinha

Tem uma vizinha minha que está passando um situação cabeluda, de deixar a cabeça virada mesmo, os pés fora do chão e imensa vontade de que tudo o que ela está vivendo passe. Sabe aquela história que TODO MUNDO tem uma amiga, uma vizinha...
Então, a minha vizinha decidiu seguir carreira solo de mãe, pois é. Ela descobriu TANTA MENTIRA, TANTAS INVERDADES, aliás, descobrir não é bem a palavra a ser usada, ela apenas resolveu tirar a venda dos olhos, sabe como é né? Às vezes a gente coloca uma venda, finge que é cegueta, normal, a minha vizinha não é a única no mundo a fazer isso né?
Ela sempre foi verdadeira com o cara lá, sempre. E ele sempre muito desconfiado, possessivo, se pudesse a colocar em uma redoma a colocava, sempre evitando aparições em público, a fazendo pensar que de repente ela teria 3 olhos, 4 bocas e 5 pernas, e vai ver que nunca tinha percebido ao se olhar no espelho. Ela me contou que na realidade sempre soube com quem estava lidando, mas um sentimento nobre, chamado AMOR, a fazia sempre dar uma, duas, três, chances, aturar ofensas graves, uma dose de apego, afinal de contas, eles tem um filho juntos. Chato, não?
Essa minha vizinha abdicou de muitas coisas e pessoas, e principalmente, abdicou da sua paz. Pelo o que ela me contava ela ouvia bastante coisas tristes, terríveis, passava por algumas situações totalmente desagradáveis e acabou mergulhando em um nível muito obscuro, o mesmo nível que o tal cara se encontrava.
Ela já não se sentia mais segura de si, se achava feia, insegura, já estava praticamente perdendo a sua identidade, coisa que já fica modificada após a maternidade. Era dureza tudo o que ela passava e segundo ela, dureza era ser forte para tomar sua decisão, seguir a diante e não voltar atrás, afinal de contas, eu que a conheço bem, posso dizer, ela sempre foi animada, alegre, segura de si, cheia de pessoas ao redor, sempre viveu de coisas saudáveis, cheia de planos, mesmo após a gravidez surpresa, se sentiu mais madura, aos poucos se acostuamando com a idéia de ser mãe, agora mais do que nunca, ADULTA, e não merecia alguém que a desequilibrasse, tirasse seu sossego, a sua paz, ela não merecia sentir medo, receio, ela merecia ser feliz.
Daí, segundo ela, hoje foi o dia que ela decidiu tirar de fato as vendas dos olhos! Ela me contou que ele arrumou um emprego, uma oportunidade MARAVILHOSO, com um salário MARAVILHOSO, com benefícios MARAVILHOSOS, e ela, feliz da vida, torcendo, apoiando, ajudando, se doando como sempre fez, advinha? Com dois dias de treinamento, sem ao menos exercer a função, ele largou a oportunidade. Disse que não era para ele, sendo que eles tem um filho a sustentar, a seguir seus exemplos e ai?
Coitada. Ela me disse que estava decepcionada demais! Ele ainda se sentiu no direito de ofendê-la, de machucá-la, de como sempre fez, fazer com que ela se sentisse mal, culpada, com que ela se sentisse dependente daquele amor doentio, de posse, de controle. E ai ela resolvou tirar a venda dos olhos e assumir a si mesma, que por mais que doa MUITO, afinal de contas, o amor não é RACIONAL, ela decidiu assumir sim que foi traída, inclusive pasmem - até rolou uma situação com uma prima dela, acreditam? Pois é!Ela decidiu optar pela felicidade plena, ela e seu filho, seu filho e ela, esse sim é um amor puro, esse é de verdade. Aquele amor é doença, é querer esmagar. Ele queria que ela vivesse em uma bolha, ali, prontinha para quando ele quisesse, do contrário, ele continuaria pela rua, fazendo, fazendo, fazendo...
Eu disse a ela que ter sido traída, seja lá quantas vezes tenham acontecido, não era vergonha, vergonha era ela permanecer nisso tudo, ainda mais misturando a sua filha. A verdade toda é que eles estão misturados eternamente, mas acho de coração, que ela merece mais, merece mais que um AMOR, amor é fácil, amar é fácil, acabar com o amor também, acho que ela merece paz, sossego, tranquilidade, RESPEITO, dias alegres, semanas felizes, conquistas, acho que ela merece mesmo!
E ai eu perguntei a ela o que ela gostaria de dizer ao seu filho, caso ele pudesse entender no momento o que se passava e ela me disse o seguinte:
'' Que um dia você seja capaz de entender o quanto essa mãe aqui precisou crescer e se doar para que tudo desse certo. Mas que você entenda que nem tudo é da forma que a gente quer, que nem todos os amores são possíveis, mas que você entenda, que eu tentei, tentei de todas as maneiras possíveis, prováveis, improváveis e impossíveis.
A mamãe tentou por achar que era justo te dar uma família composta pelos seus pais, que seria justo viver aquele conto de fadas que eu idealizava, mas que na realidade era tudo diferente.
Seu pai pode ter me amado sim, mas seu pai levou embora com ele muita coisa de mim. Ele queria que eu fosse quem eu não sou e nunca serei. A mamãe é outra, está tentando juntar todos esses cacos dos últimos tempos e reuní-los para te criar da melhor forma possível. A mamãe acreditou até o fim que seria possível a mudança do seu pai, eu fui fiél o tempo inteiro, fiél aos meus sentimentos, fiél a sua chegada, fiél ao que sonhei para mim e mesmo tendo saído diferente, eu fui fiél aos meus ideais.
Quando você crescer e me questionar por tudo isso que vivi, eu serei extremamente sincera contigo e jamais esconderei toda a verdade. Acredite, a mamãe amou seu pai de verdade, acho que amou tanto, ao ponto de esquecer de se amar.
E fica aqui um conselho e o que vou te ensinar o resto de nossas vidas: Se ame, se ame muito, antes de amar qualquer pessoa.
Te amo infinitamente e obrigada por ter me escolhido, SOFIA.'
Afinal de contas, todo mundo tem uma vizinha, uma amiga...


Uma nova vida começa. 


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Festa de 1 ano - parte 1

O tempo voa e isso está mais do que provado para mim, afinal de contas, quando a Sofia completa mais um mês de vida fico boquiaberta, pois parece que foi ONTEM que dei entrada na Perinatal.
Esse post é especial, mamãe vai falar sobre o tema escolhido para comemorármos 1 ano da sua existência, Sofia!
Então vamos lá...

Desde a gravidez, a Vovó Gê dizia que o primeiro aninho de vida de uma criança deveria ser do Circo, pois trazia alegria pro resto da vida (rs) - uma breve pausa: A minha festinha foi ' A Branca de Neve e os 7 anões ' e da Ingrid, foi ' Piu-piu' ou seja, obrigada mãe! Continuando...O tema não me agradou de cara, mas com o tempo fui acostumando com a idéia, observando as cores, a magia que envolve o circo, a dança, a música, enfim, comecei a simpatizar com a possível idéia de fazer sobre esse tema.
O Dindo mora em um prédio que tem um salão de festas maravilhoso, inclusive onde foi o Chá de Fraldas, lá dispõe de um salão interno com ar condicionado, o que é super válido pois a Sofia nasceu em pleno verão do Rio da Janeiro, além de um espaço externo lindo, com churrasqueira, parquinho...tudo de bom para festinhas!
Daí comecei a idealizar o tema nesse espaço, pensei que por ser verão, caíria super bem um sorveteiro, por ser do circo, fechar um pipoqueiro, colocar carrocinhas, tudo a fim de evitar que nós tivéssemos que servir os convidados. Imaginei uma tenda bem colorida feita de TNT, compondo a mesa do bolo, os doces super coloridos, imaginei a Sofia de bailarina...
Antes de continuar falando do tema - Festa de 1 ano nem sempre a criança curte, entende que aquele dia aquelas pessoas estão ali por ela, festejando, querendo pegar, tirar foto, enfim, é um dia de comemoração para a família e amigos PRÓXIMOS, ou seja, farei algo SUPER restrito, quero convidar realmente aqueles que de alguma forma estiveram perto de mim, dela, nos dando apoio e carinho, afinal, não foram e não são poucas às vezes que precisamos disso.
Voltando ao circo...Um dia estava aqui pela internet, fofocando, passeando, e lembrei da Colombina, do Pierrot, só que para mim era uma história trágica de amor rs, eu achava que a Colombina matava o Pierrot, ou algo parecido rs, e logo desisti dessa idéia, apesar de simpatizar totalmente com essa magia do carnaval, das máscaras, do ballet, enfim...continuando meu passeio virtual por vários dias, vi que algumas mamães estavam optando por temas alternativos e eu, Juliana, também prefiro, não gosto muito desses temas batidos, prefiro deixar essa preferência para os anos seguintes.
Foi aí que com a Vovó, relembrei a história do Pierrot e da Colombina, sentamos juntas aqui no computador e pesquisamos, simplesmente AMEI - em um só tema consegui reunir tudo o que me encanta: magia, cor, música, dança, fábula, amor, amizade, humor. A linda história de Pierrot, Colombina e Arlequim é baseada em tudo isso! Envolve o ballet, o teatro, as máscaras e ainda contém aquela magia do circo, do carnaval, das marchinhas.
Então, está decidido:
A História de Pierrot, Colombina e Arlequim.
''...a história surge no século XVI, na Itália...Pierrot, eterno apaixonado por Colombina, moça simples, empregada, apaixonada por Arlequim, malandro, arteiro e travesso...''

E como transformar todo esse enredo em uma festa infantil? 
Vamos as idéias de mamãe aqui e da vovó!
  • Vamos permanecer com a idéia do pipoqueiro, de fechar um barrilzinho de sorvetes, de colocar o trenzinho de algodão doce, cachorro quente, de guloseimas e uma barraquinha de churros!
  • A idéia é lembrar uma peça de teatro, então a tenda que antes seria de circo, a mamãe teve a idéia de imitar aquelas antigas tendas de teatro de aerna.
  • O convite será um ingresso de peça de teatro, do tipo: Sofia convida:  A história de Pierrot, Colombina e Arlequim.
  • Mamãe tem uma amiga que é atriz de teatro, a idéia é pedir que ela leve 3 colegas que possam se vestir dos personagens e ficarem pela festa durante um tempo para os convidados tirarem fotos e receberem de lembrança depois.
  • Vovó deu a idéia de comprármos máscaras de gesso e irmos pintando com calma, para servir de lembrança aos adultos.
  • Vovó deu a idéia também de logo no início do salão, fazermos um bunner contando resumidamente a história dos personagens.
  • A idéia é tocar marchinhas e remontar um cenário bem alegre!
  • E é claro, não poderia faltar - Na hora do parabéns, a Sofia vestida de Colombina! A saia da Colombina é um pouco mais comprida que de uma bailarina, tem os pompons e os babados, como na foto!
  • Os doces serão servidos por baleiros, como nos antigos cinemas, uma caixa repleta de jujubas, delicados, pirulitos, presas por suspensórios.
Por enquanto é o que temos de idéias! Estou super animada e ansiosa! Quero fazer tudo, ter esse prazer e assim que estiver empregada, dar início às compras = ) Quero uma festa para no máximo 70 pessoas.
Acho que no futuro a Sofia ficará contente em relembrar o seu primeiro ano de vida, tudo feito com muito carinho, muito amor e um estilo de festa alternativo, bem a cara da mamãe!


Eu sou seresteiro
Poeta e cantor
O meu tempo inteiro
Só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro

Só quero violão
Eu nado em dinheiro

Não tenho um tostão
Fui porta-estandarte
Não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte
Nasci pra sambar
Eu sou tão menina
Meu tempo passou
Eu sou Colombina

Eu sou Pierrot

Chico Buarque

quinta-feira, 2 de junho de 2011

desabafos...

Eu já contei aqui em alguns vários posts que sou filha de pais separados e desde que pensei na vida como a maioria das menininhas, quando tivesse um filho, eu gostaria muito que fôsse diferente da minha história. Sem traumas, mas sem hipocresia também e muito menos sem clichês - de que é melhor os pais separados, do que juntos brigando. Não, filho gosta de ver pai e mãe juntos.
E aí entram todos aqueles sentimentos confusos, onde você mãe, mulher, dona das suas vontades, fica frente a uma situação onde mais uma vez você é o centro, você deve contornar, deve adaptar, tudo a favor do bem estar de uma suposta família que servirá de base, ou assim deveria ser, ao pequeno baby. E agora, como fazer?!
A nossa história aqui é um pouco diferente do que a gente anda vendo por aí. Diferente de muitas mamães que escolhem por opção fazer carreira solo, no nosso caso, foi uma história curta, intensa, cheia de bafafás que até hoje não compreendo e até hoje sou pressionada para enxergar da maneira que as pessoas querem que eu veja. Isso causa uma tremenda confusão na minha cabeça, será que estou completamente cega? Será que fui e estou sendo capaz de idealizar alguém que não existe? Alguém que encena diariamente, tanto para as coisas boas, como para as coisas ruins?
Sofia vai fazer 5 meses já, em 16 dias ela completa 5 meses de vida. O que mudou nesse tempo? Bastante coisa, mudou mais pessoas do que coisas na realidade. Eu mudei completamente e em todos os sentidos. Os meus pensamentos que variam de acordo com a maré. Na rua sou muito elogiada pelas pessoas, sempre recebendo elogios que a Sofia é bem cuidada, que eu tenho sido uma mãezona, já em casa, as críticas acontecem mais, acho até que entendo, pois é o dia-a-dia, é mais fácil observar o que se faz de errado, aliás, o que se faz da maneira que quer e não como as pessoas querem que você faça.
Me sinto mais mãe da Sofia quando estamos só nós duas, ou quando estamos nós três, me sinto mais próxima a ela, é como se eu pudesse fazer o que quisesse que estaria tudo bem, afinal, eu sou a mãe dela, eu de alguma forma, tenho poderes sobrenaturais rs, instinto para saber se ela deve ou não sair de casa de calça ou vestidinho, se deve mamar novamente mesmo tendo mamando há 20 minutos, se ela está com olhinhos de sono, ou exausta de tantas informações que a rua oferece.
Ainda me encontro em meio ao olho do furacão, aqui em casa é tudo muito '' quente que eu tô fervendo '', é uma gritaria sem fim, é um amor desmedido, vontade de ver feliz o outro, é uma falta de limites tremenda, é uma mistueba, dias eu amo viver aqui, dias eu quero sair correndo e não voltar mais! Mas vamos e convenhamos, chega uma hora que a necessidade de ser você bate, assim, de você ser o SEU CENTRO, o centro da SUA família, ainda mais quando se tem filhos!
Quando páro e penso em tudo que estamos vivendo é que vejo o quanto aos poucos vamos superando diversos degraus, é um passo-a-passo que não dá pra pular etapas. Ontem mesmo fui ajeitar meu megahair que estava me deixando careca e tinha uma moça muito simpática, com 50 anos, a filha com 18 e nós duas conversando de igual pra igual, eu com a metade da idade dela, ela com o dobro de experiência da minha e o papo fluíu tão bom, ela me disse coisas tão bonitas que me senti bem de ver que não estou tão cega assim, que o fato de ter o desejo que tudo corra da melhor forma possível, é bom, sem me anular é claro, mas será proveitoso a Sofia, afinal de contas, como eu disse lá em cima, a nossa história não é uma história de carreira solo de mãe, a Sofia tem pai - o que é super questionado pela minha família e certas coisas eu juro que compreendo, mas eu juro também que me machucam demais.
Vira e mexe são xingamentos quanto a ele aqui em casa, são conflitos, situações desagradáveis, cobranças excessivas que fazem a minha cabeça ficar perdida, completamente perdida. Eu tenho todo o direito do mundo de querer fazer as coisas da melhor maneira, pelo menos o melhor no meu conceito, eu sou um ser que penso, que posso responder pelos os meus atos. Tenho receio? Claro que tenho! O Vitor apresentou um comportamento estranho em diversas situações, de vez enquando, me vêm com umas idéias completamente diferentes da minha, uma Juliana que NÃO existe e NÃO vai existir, mas tem o outro lado e esse OUTRO LADO, só EU posso dizer, pois só EU é quem vive esse outro lado.
Eu ouço 24 hrs por dia o seguinte: Liberta a Sofia disso tudo. Liberta você disso tudo. Ah, a Juliana não seria tão idiota de fazer isso! Ah, nós conhecemos bem a Juliana, isso ela não faria. Como eu estou aguentando toda essa barra, não sei. Eu peço sabedoria e paciência a Deus a todo momento. Eu sou capaz de entender preocupação, medo, saudade, mas tudo isso me deixa neurótica, encucada, surtada, porque quando eu me vejo frente a ele, ficam um trilhão de pulgas, carrapatos atrás da minha orelha e fico completamente PERDIDA, sem saber a quem ouvir, em quem e no que acreditar.
Acho que já era tempo de largarem do meu pé, do meu braço, da minha perna, enfim, tempo de párar de me ofender diariamente por coisas tão pequenas, tão banais e isso serve a ele também, é o meu trabalho diário fazer com que ele páre também de me machucar com coisas tão idiotas perto da grandeza que é ter a Sofia, que é ele ter ganhado dois presentes maravilhosos.
É tempo de deixarem a minha cabeça em paz. O meu corpo sente tudo isso! A minha mente reclama também, é tempo de controlar o famoso ''ga'', o ego, o EU, é tempo das pessoas párarem de tantos julgamentos, de tanto apego em controlar a vida alheia, mesmo se tratando de filhos e isso são exercícios diários que devem se basear em muito amor, carinho e compreensão. Da maneira que as coisas são conduzidas MUITAS vezes, só me afasta cada vez mais e como eu ouço bastante - não se trata de desculpa para tomar decisões da minha vida e sim, cansaço, cansaço e vontade de viver uma vida tranquila, poder viver em paz por mais de uma semana, tanto cá, como lá.
Imagina aquele momento que você acaba de acordar, aliás, de ser acordada, o teu bebê tá naquela hora do chorinhom, da birra, da manha, e a sua mãe cantando super alto, é um direito, é claro, e você fecha a porta não como afronta e sim, por não querer ouvir aquela gritaria desafinada ainda mais com o teu bebê chorando no teu colo e você ouve ABSURDOS por isso?
É sem sentido! É totalmente sem sentido o tamanho das ofensas e sempre ao pai da Sofia, SEMPRE. Conseguem entender a minha dor? Será que quando ela tiver 2 aninhos, ela vai ouvir as mesmas coisas e vai deixar passar batido? Será que eu vou ainda estar com a mesma disposição para segurar tudo isso? Afinal de contas, seremos pais dela ETERNAMENTE, juntos, separados, vivos, ou em outras escalas espiriturais, nosso elo é para sempre, é eterno, é de Deus e de todos os nossos antepassados que colaboraram para que o nascimento dela acontecesse.
A Sofia só tem 4 meses, só. Tem apenas 4 meses que sou mãe, que ele é pai, que estamos tentando cada um do seu modo, entender tudo isso. Não acho que as ofensas sejam a melhor maneira de conduzir as coisas, temo muito por isso no futuro, de verdade. Temo por estar tão perdida, com a cabeça tão mexida, por influências fortes na minha vida, ambas as partes são pessoas eternas para mim.
Essa tempestade há de passar. Assim espero e assim há de ser.