quarta-feira, 4 de maio de 2011

Gripe.

Sofia está em sua primeira gripe, apesar que eu acredito que seja reação das vacinas pneumo e meningite que ela tomou ontem. Hoje pela primeira vez, tomou Tylenol e vamos começar com Redoxon, 10 gotinhas por dia. =( Droga filha!
Apenas registrando em seu cantinho!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Resposta - desabafa mamãe e vacina!

Meninas,
Decidi responder os comentários de vcs através desse post, antes, quero agradecer pela força de sempre - MUITO OBRIGADA A TODAS = ) Flávia, saudades! Nunca mais passei no seu cantinho, me desculpa, é o tempo curto! Quando vier ao Rio, vamos marcar com a Lara! Ontem fomos passear com as crianças! Beijo em vc e na linda da Ana.
Então...É claro que a primeira hipótese que vêm a cabeça é o ciúme, uma vez que a Sofia passa a ser a novidade da casa. Acontece que eu já percebi que não se trata apenas de ciúme, o que é um fato mais que normal, além da fase que já é delicada, tem a personalidade, a criação e essas duas últimas que mais me incomodam.
A Ingrid é a mais nova de 3 irmãos, o mais velho tem 31, logo ela cresceu em meio a adultos, ela acha que pode fazer tudo, resolver tudo e com a Sofia acontece da mesma maneira, só que a Sofia não é a Miracle Baby, ela quer fazer tudo, dar banho, trocar, e eu não sou aquela mãe chata de primeira viagem que acha que o bebê é intocável, mas eu tenho senso, né?
Na realidade, eu desisti de procurar resposta de perguntas que não são minhas! Acho que durante esse tempo todo eu sempre a olhei como filha, tanto que ela me chamava de mãe quando novinha. Eu quis muito o nascimento dela, sofri pelo o que ela sofria tão pequena, ela não teve uma infância tranquila, sofreu separação dos pais por volta dos 7, 8 anos, tudo isso é claro que afeta principalmente na atual fase da vida dela.
Tudo isso sou plenamente capaz de entender e tenho completa sensibilidade para esses fatores, tanto que sempre incluí a Ingrid em tudo que pude, viagens, passeios, nunca deixei de lembrar dela, sempre procurei dar a ela o melhor e nunca a vi apenas como meia irmã, para mim isso não existe, é irmã e ponto final.
Mas tem a personalidade, tem a falta de freio e aqui em casa é e sempre foi da seguinte maneira: Agora eu te bato, xingo, quebramos o maior pau, no dia seguinte está tudo bem, como se nada tivesse acontecido. Tá. Na primeira vez tudo bem, na segunda, na terceira, agora imagina ANOS vivendo assim?Nesse vai e vêm sem critério algum?
Eu cansei, cansei e cansei. A Ingrid é tratada como um bebêzinho de 3 anos, mas em certos momentos ela é cobrada para agir com adulta e isso cria um trilhão de confusões na cabeça dela e que NÃO sou eu quem devo resolver! Eu juro que tentei! Mas não cabe a mim, não mesmo...Eu falo todos os dias que ela precisa de uma atividade, que ela precisa de uma psicóloga, que ela precisa ser mais sociável, o esporte vai gastar esse excesso de energia que ela tem, vai trazer amigos, disciplina, eu falo, mas eu cansei gente!
E tudo isso gera um desgaste muito grande, muito mesmo! Eu ficaria aqui dias e mais dias contando tudo que já passamos nessa vida - em matéria de guarida, espero ainda a minha vez, diga-se de passagem. Já passamos por poucas e boas! Agora eu preciso ter a cabeça no lugar para dar o melhor de mim para a Sofia. Recebo mil elogios quanto a ela, tudo bem, mas eu diria que agora é mole! Ela vai crescer, ela vai descobrir o mundo e é ai que a educação, a criação é coloca em prova, eu querendo ou não, é justo nesse momento que o jogo começa a valer.
Enfim...eu só quero o meu espaço. Eu cansei de ficar a vida inteira pra lá e pra cá, vai pra casa da mãe, do pai, da vó, da tia, chega, eu vou fazer 25 anos e agora sou mãe, chega! Cansei. Eu quero meu canto, meu espaço, já está na hora. Não aguento mais conviver em meio a um furacão que não me pertence, em um dia tudo bem, todas se amam, no dia seguinte, todas se detestam, não falam bom dia, soltam piadas e alfinetam da pior forma possível - cansei.
....
Mudando um pouco de assunto...

Hoje eu e Vitor levamos Sofia para tomar as vacinas pneumo e meningite. Em todas as outras vacinas, ela se comportou super bem, eu ministrei Johrei no momento, ela praticamente só reclamava, nem chorava. Mas hoje foi diferente, para mim e para ela.
Uma picada em cada coxinha e ela chorou de perder o choro, ficou vermelha, se contraíu de dor e eu? Senti uma dor profunda, vontade de tirar ela dali correndo (sem drama!) e nunca mais voltar! Passado o momento drama da mamãe, saímos da sala, e lá estava o pai, tão corajoso que nem entra conosco e diz: '' Isso filha! Vc é muito forte que nem o pai '' Ah tááá...baixinho ele diz para mim: "Se fôsse eu que tivesse que entrar e visse ela chorando, ficando vermelha sem ar, eu não ía aguentar, ía desmaiar. '' Forte, não?
Senti vontade de nunca mais vê-la tomar vacina, de pedir para a minha mãe levá-la sempre e o papai me lembrou do seguinte: Vc é mãeeee! rs, pois é, nesse momento as lágrimas correram ao lembrar que tantas mãezinhas sofrem pela dor dos seus filhos, pedi muito a Deus que as consolasse, lembrei do Hospital do Câncer, quantas vezes quando trabalhava, vi crianças em estados deploráveis e mãezinhas ali, sempre ao lado, fortes que nem um rochedo, sem ao menos pensar em desmaiar.
Imaginei que eu estava chorando por ter visto a Sofia sentir uma dorzinha normal, ainda vai sentir várias como a de hoje, pro bem dela, e pensei que quantas mães choram a dor de seus filhos em hospitais, com doenças graves, enfim, OBRIGADA MEU DEUS, OBRIGADA MESSIAS MEISHU SAMA por TUDO.
A verdade toda é que com a Sofia além de descobrir que o sentimento chamado AMOR, era totalmente desconhecido por mim antes da chegada dela, agora eu descubro todos os dias uma nova sensação, tudo é diferente, a começar do simples e poderoso amor. Como diz o papai: '' Chega a doer ''
Um beijo e obrigada pela força de sempre!
Uma boa semana a todas nós e domingo é MEU PRIMEIRO DIA DAS MÃES! Oin!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PRÉ - desabafa mamãe!

Eu sei que havia prometido que o 'despedida.' seria meu último post antes de privatizar, mas estou com preguiça de reunir os e-mails e com necessidade de postar o quanto antes sobre o assunto escolhido.
Desde o momento em que descobri a gravidez, sair de casa não foi prioridade em ocasião alguma, motivo inclusive, pelo qual eu e o pai da Sofia discutimos várias e várias vezes. Eu procurei manter meus pés no chão, não pensar que seria a melhor saída arrumar minhas malinhas, ir de encontro a todos os meus familiares e viver de amor, comer amor, vestir amor e criar a Sofia apenas com amor.
Por várias vezes o Vitor me criticou, se desesperou, duvidou e principalmente, cansou de se espantar com a minha ''frieza'' com relação ao fato de sair de casa GRÁVIDA, DESEMPREGADA e ele IDEM. Pois é, foi assim durante toda a gravidez.
Meu quarto virou NOSSO quarto, de verde limão, foi ao lilás, de uma cama, chegou um bercinho, cadeira de amamentar e tudo certo, acordamos que eu iria para a casa dele alguns dias, quer dizer, eu acordei, ele não, mas de qualquer forma, ele não tinha muito o que fazer, a não ser concordar, diante da situação toda.
Hoje a Sofia está indo rumo aos 4 meses de sua vida e me lembro perfeitamente a voz do meu pai, na maternidade, passeando comigo pelos corredores de braços dados dizendo: '' Está aí, Deus te deu, limpinha, prontinha, crua, pra você fazer dela o que quiser'' e juro que na hora não tive o menor alcance do que ele dizia, mas hoje, estou começando a entender.
Mais do que nunca sinto plena necessidade do MEU espaço, da MINHA rotina, do MEU modo, ao MEU jeito, a MINHA criação, os MEUS exemplos, sem julgar de forma alguma melhores ou piores, apenas a singularidade do EU, MEU, MINHA, minha Sofia.
Confesso que cansei um pouco de achar que deveria carregar os 359.876 ''problemas'' daqui de casa, cansei de achar que EU, poderia resolvê-los, como ir a escola da Ingrid, conversar com o diretor, procurar em diversos clubes por aqui, um esporte para que ela se sociabilize, quem sabe passe a ter amigos, confesso que cansei de sugerir que todas nós aqui precisamos de uma terapia, um esporte, uma atividade onde cada uma tenha seu tempo para refresco.
Cansei. Cansei de ser MAIS irmã que os outros dois da Ingrid, afinal, sou a irmã de todos os dias, não sou irmã apenas de Páscoa, níver e Natal, sou a irmã diária, a chata, implicante, irritante, e agora, além de tudo isso, sou MÃE e a convivência está INSUPORTÁVEL.
Fico extremamente receiosa que tipo de adolescente a Ingrid será e no que a Sofia se espelhará. Ok. Nem sempre dei os melhores exemplos, nem sempre guardei para mim frases que não precisavam ser ditas, valendo lembrar que eu me encontro na mesma posição que ela - FILHA, já a Sofia não, é a MINHA filha, a neta, a sobrinha, aí a coisa muda de figura completamente.
A falta de educação, de cuidado, a gula, a ansiedade, os escandalos, palavrões, gritaria, tudo isso na cabeça 24hrs ao dia não é mole não, e ainda me sentia até então na obrigação de vivenciar tudo isso ali, todo dia, dia todo, todo, todo, mas estou começando a perceber o que meu pai disse - está aqui, crua, prontinha, papai do céu me deu e mais do que nunca, preciso do meu espaço para fazer do meu jeito.
É inegável que a maior ajuda que recebo, apoio, carinho diário, mesmo com toda essa confusão é aqui, quando a corda aperta, elas estão aqui de imediato, mas não vou me referir a obrigação, é o que chamamos de família, não??? Serei eternamente grata por todo esse apoio e não vejo com ingratidão querer ter o meu espaço.
Não aguento mais conviver com a Ingrid pré adolescente, morro de saudades da irmã gostosa, gorducha que ela foi atééé, hoje, aos 12, praticamente 13, ela se comporta com uma bebê de 3, afinal, ela é vista assim não só pelo pai e pela minha mãe, mas como pelos colegas, pelos vizinhos, uma criança sem limites - 13 anos, criança? Não mais, e sim uma pré adolescente, rumo a uma fase complicada, mas deliciosa de se viver.
Ontem, se eu estivesse passando pela calçada de uma casa qualquer e ouvisse o escândalo que ela estava fazendo eu juro que pensaria que estavam fazendo algo muito grave contra aquela pessoa, que gritava, urruva, chorava, desesperadamente, um choro de raiva, descontrolado, simplesmente, pelo fato do seu celular novo, ter caído no chão em meio a uma malcriação a minha mãe e ter lanhado um pedacinho do visor.
Como se não bastasse todo esse escândalo com a Sofia mamando, que a cada grito, dava um pulo, ainda essa mesma pré me entra no quarto, onde a Sofia está naquele momento zen, mãos para o alto da cabeça, chupetinha, quase dormindo e continua os seus gritos e berros, a assustando mais uma vez.
É, conheci o tal do instinto materno. Não pensei nem 1 vez sequer, já levantei empurrando ela e me descontrolei totalmente. Isso é vida? É só uma passagem de muitas outras que já presenciei. Não me esqueço de quando estava grávida, em meio a uma discussão idiota durante o almoço entre irmãs, ela vira e diz: ' ainda bem que não fui eu que engravidei de um cara que não tem onde cair morto' É. Aos 12 anos, totalmente sem freio e sinceramente, não sou eu quem vou freiá-la.
Ela é uma menina boa, carinhosa, em todas as fotos da maternidade tem a mão dela ali, ou na Sofia, ou em mim, tenho plena certeza que nos amamos e muito, mas a convivência está cada vez mais impossível e dolorosa.
Sinto muito por isso, mas sinto também que a minha hora está chegando. A minha missão tem outro nome e se chama SOFIA.
Beijos,
Mamãe.